📰 Cotidiano
Superpoderosas! Sem perder o charme, mulheres se destacam no mercado de trabalho
No dia internacional delas, ExtraSC conta a história de três mulheres que conquistaram seus espaços, encarando o preconceito sem deixar a doçura de lado.
Por extra.sc
•Atualizado há 1 hora


Foto: Davi Nascimento[/caption]
Graziele de Souza Soratto da Silva é arquiteta, corretora de seguros, empresária e mãe. Montou seu escritório próprio há quatro anos. Dentro dele, é rodeada por mulheres: são seis, para apenas um homem. Do lado de fora, a conta muda radicalmente. As equipes de obras são, quase que em sua totalidade, formadas por homens. E Graziele fala se há preconceito com relação à "chefe mulher". "Existe, principalmente em dois aspectos. O primeiro, a idade. Normalmente os colaboradores nas obras são mais velhos que eu. Depois, por ser mulher. Alguns criam uma disputa de 'quem entende mais'". Para driblar isso, ela conta o segredo. "Eu começo toda conversa perguntando o que a pessoa faria em cada situação. Para o profissional também se sentir à vontade e perceber que eu não estou ali para mandar. Estamos ali para trocar experiências".
Além de arquiteta e dona do próprio negócio, Graziele tem que conciliar os afazeres profissionais com a casa: ela é casada com o advogado Estêner Soratto Jr. e os dois tem um filho de oito anos. "É difícil conciliar porque existe uma exigência muito grande no 'ser mãe'. Talvez seja essa a minha maior cobrança. Mas a gente divide as tarefas dentro de casa pra conseguir conciliar tudo. Às vezes, muito tempo não significa qualidade na relação entre mãe e filho. Eu busco aproveitar o tempo que dedico a ele para praticar atividades que fortaleçam a nossa relação".
Graziele gerencia o escritório, a casa, diversas obras, mas não deixa de se cuidar. Quem convive com ela facilmente percebe uma de suas paixões: os laços. "É um detalhe que deixa a gente mais feminina. Eu normalmente arrumo meu cabelo e coloco um. A roupa é um detalhe. Mas o laço me deixa mais confortável", revela.
Foto: arquivo pessoal[/caption]
E ai de quem disser o contrário para a repórter Patrícia Amorim. A tubaronense entrou na faculdade de Jornalismo em 2010, engravidou, se formou em Gestão em Tecnologia da Informação e, agora, voltou ao curso de Comunicação Social. Está no sétimo semestre. Durante as transmissões esportivas da Rádio Bandeirantes AM, Patrícia é uma das repórteres de campo. E a paixão pelo esporte é antiga. "Eu era daquelas meninas que estavam no meio dos meninos para jogar bola e discutir futebol", lembra.
Ela entrou na Rádio Bandeirantes como responsável pelo departamento de mídias sociais. O estágio foi dando oportunidade para fazer entrevistas, produzir pautas e participar de um programa esportivo. No Campeonato Catarinense de 2017, foi convidada pela direção para atuar como repórter. "Sou muito grata pela oportunidade". Por três meses, também apresentou o programa "Na Torcida", na Unisul TV.
Sobre conviver em um ambiente majoritariamente composto por homens, Patrícia tira de letra. "Esse é um dos fatores que mais me motivam em continuar na área. Me sinto honrada em, mesmo que minimamente, lutar pela igualdade das mulheres".
Sobre assédio ou ofensas, ela diz que nunca sofreu isso diretamente. "Mas você sente olhares diferenciados. O corpo feminino infelizmente ainda é o primeiro julgamento, visto apenas como objeto por muitos. E esse pra mim é o maior desafio. Fazer com que me deem a chance de mostrar quem é Patrícia Amorim e porque eu estou ali".
E sobre a máxima de que mulher não entende nada de futebol? A repórter é direta. "Existem homens que não entendem nada de futebol. Gosto não se discute, não é mesmo?".
Foto: arquivo pessoal[/caption]
Em 10 de fevereiro de 1983 o Governador em exercício Esperidião Amim, através da Lei nº 6.209, possibilitou a criação do quadro de polícia feminina de Santa Catarina. E é graças a esta lei, que a tubaronense Vanessa Werncke Gonçalves tornou-se soldado da Polícia Militar em 2011. Ela conta que ser mulher nunca foi barreira dentro da corporação e que lá todos são tratados de forma igual. "No serviço diário, dividimos as mesmas dificuldades. Não somos poupadas em nenhum momento por sermos mulheres. É uma profissão que nos faz superar todos os nossos limites e medos a cada dia, e por isso, conseguimos provar que somos sim, muito guerreiras".
Vanessa sempre teve o apoio da família e de seus amigos para seguir a carreira militar. "A todo momento eles me incentivam e são meus maiores exemplos de valores e princípios que aplico na vida pessoal e profissional". Além de ter concluído o Curso de Formação de Soldados, Vanessa também é bacharel em Direito, com especialização em Direito Público e Direito Constitucional.
Questionada, ela fala da questão respeito entre homens e mulheres, dentro do quartel. "Todos tratam a gente com muito respeito. Jamais tive qualquer problema, sempre fui muito bem acolhida. Essa é uma das minhas maiores admirações no 5º Batalhão de Polícia Militar: o companheirismo que existe entre os colegas de farda".








