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Publicidade não é ajuda, Gelson Bento

Atualizado há 1 semana
Publicidade não é ajuda, Gelson Bento

O recado vai para o vereador e presidente da Cergal Gelson Bento (Progressistas), mas se estende a todos os que pensam da mesma forma. Quando eu ou qualquer colega oferece um anúncio, uma mensagem ou um jantar, nós não estamos pedindo esmola. Estamos trabalhando.

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Quando você contrata um anúncio, mensagem ou jantar, você está pagando por um produto ou serviço. Não está fazendo caridade. Ou você também diz que "ajuda" a padaria, o supermercado e o posto de combustíveis?

O senhor Gelson Bento, a pessoas próximas, disse que eu estou "revoltado" por ter tido negado um "pedido de ajudinha". Então, no espaço que tenho e para a audiência que me acompanha, eu respondo: nunca precisei da "ajuda" do senhor. Nem de político algum. Tampouco lhe "ataco" por essa suposta negativa. Até porque, acostumado estou. Em quase três anos no ar, a Cergal nunca enxergou o EXTRA.SC.

Gelson Bento também afirma que o chamei de "burro". Mais uma inverdade. Pra burro, o senhor não serve. Afinal, há mais de uma década mantém seus cargos, mandatos e presidências. Afirmei, sim, que tubaronenses ainda elegem pessoas que nem falar direito sabem. Nunca reparei que o senhor era um exemplo da boa oratória. Lembra do vídeo da "féki nilze"?

Em nossa última conversa, que o senhor citou ao seu amigo, me fez uma ameaça: "Tenho renovação de contrato com a imprensa ano que vem". Ou seja, por não concordar comigo, avisou que o EXTRA.SC não seria contemplado em publicidades da cooperativa. E a mesma resposta que enviei para o senhor, reproduzo aqui: "é bom saber que o critério usado não é o retorno de mídia, mas sim os amigos do presidente".

Nas entrelinhas, o senhor admitiu que usa a Cergal como sua casa. Paga publicidade para promover seu nome. Desdenha do meu trabalho como jornalista, que nunca condicionou uma entrevista a patrocínios ou mensagens de final de ano. Admite que só faz publicidade com quem e onde lhe convém. E ainda tem a cara de pau injuriar meu nome, meu trabalho e meu veículo de comunicação.

Eu não "não gosto" do senhor, Gelson Bento. Eu não gosto, e sempre deixei claro em minhas publicações, da "velha política". Da troca de favores. Do uso de qualquer "status" para benefício próprio. O senhor, ao seu amigo, disse também que almeja um cargo majoritário no futuro. Deus não seria tão ruim com o tubaronense.

Você, político (principalmente os novos): dedique-se à sua vida privada, não aproveite de um cargo público para seu bem estar. Não sinta-se no direito de humilhar o próximo. Não "ajude" a imprensa. Valorize ela. Por que, felizmente, a última eleição provou que o eleitor está cansado de "velhos Marajás". Se o espaço para esse tipo de política vai acabar, o tempo dirá. Mas nós torcemos por isso.