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Sindicato luta para evitar fechamento de unidade do Banco do Brasil

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Foto: Reprodução

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Sindicato luta para evitar fechamento de unidade do Banco do Brasil

Banco do Brasil anunciou o fechamento da unidade do bairro Oficinas, em Tubarão, mas outras agências podem fechar as portas.

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Contra o fechamento da unidade do Banco do Brasil do bairro Oficinas, na Cidade Azul, e a extinção de postos de serviço, o Sindicato dos Bancários de Tubarão e Região ajuizou ações contra a estatal. Todas elas são para evitar as decisões que foram tomadas pela direção da empresa no início de janeiro, quando o banco apresentou um plano de reestruturação.

De acordo com o presidente do sindicato, Armando Machado Filho, em todo o Brasil, serão 361 agências fechadas, além do rebaixamento de outras 241 para postos de serviço. “Eles estão extinguindo a função de caixa, tirando as gratificações. Isso terá, em alguns casos, uma perda de 40% no salário”, completou.

O sindicato ainda reclama da sinalização do banco para a transferência de colaboradores que já estão com a vida estabilizada nas cidades onde vivem. Desta forma, se a troca for para um município muito longe, acaba inviabilizando a situação para a mudança de local, forçando um pedido de demissão. “O Banco do Brasil apresentou um plano de demissão incentivada, mas nem todos se encaixam nos requisitos”, explica o presidente.

O que vai mudar na região da Amurel?

O Banco do Brasil ainda não especificou quais serão as agências fechadas e quais serão rebaixadas para postos de serviço, por isso, ainda não se sabe como vai ficar o atendimento na região da Amurel. “Não recebemos nenhuma informação oficial sobre todas as alterações na região. O que se tem de concreto até agora é o fechamento da unidade que fica no bairro Oficinas, em Tubarão”, relata o presidente do sindicato.

Com esse fechamento, de acordo com Armando, a demanda nas outras agências de Tubarão vai aumentar bastante, já que todas as pessoas que eram atendidas no local, vão precisar buscar as outras unidades. “Se contarmos apenas a população de Oficinas, já é muita coisa. Estamos defendendo os bancários, mas também estamos defendendo a população que vai sofrer com esse fechamento”.

Em janeiro, o sindicato se reuniu com a direção do Banco do Brasil, na reunião foi discutida alguma negociação, mas segundo Armando, os gestores foram irredutíveis. “A direção do banco falou que era uma questão de gestão e que nada poderia ser feito. Precisamos do apoio dos políticos para reivindicar a continuidade do atendimento que será afetado. Enviamos um ofício para deputados, senadores, governador e, até mesmo, o presidente da Federação Catarinense de Municípios. Precisamos do apoio de todos para evitar esse plano de reestruturação”.

Ideia de paralisação

A ideia de alguns sindicatos do Brasil era fazer uma paralisação para mostrar a insatisfação com as medidas tomadas em 2021, mas o órgão da região decidiu não optar por essa medida. “Os colaboradores da nossa região ficaram com medo de uma possível retaliação. Mas o que podemos ver é o desmonte do Banco do Brasil”, explica.

Segundo Armando Machado Filho, todas essas mudanças acabam mostrando que a estatal está se preparando para a privatização. “Querem tirar cerca de cinco mil funcionários. Isso só deixa claro que essas alterações estão sendo tomadas para privatizar o Banco do Brasil”.


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