Pagamento de propina ocorria em até 25% das cidades que a Serrana atuava
Delegado contou que pelo menos 12 celulares eram usados pelo mensageiro para conversar com os prefeitos envolvidos.

Delegado contou que pelo menos 12 celulares eram usados pelo mensageiro para conversar com os prefeitos envolvidos.

À medida em que ocorrem novos desdobramentos da Operação Mensageiro, mais detalhes do esquema de corrupção vêm à tona. Durante depoimento nesta terça-feira (30), o proprietário da Serrana Engenharia contou que havia acordos de propinas em de 30 a 40 das 135 cidades em que a empresa possuía contrato. O dinheiro pago aos prefeitos e outros gestores envolvidos no esquema de corrupção, segundo ele, vinha das chamadas “notas frias”.
Clique e receba notícias do extra.sc em seu WhatsApp:
Entrar no grupoAo mandar um caminhão para oficina, por exemplo, a empresa pedia uma segunda nota fiscal, como se outro serviço tivesse sido prestado. Eram solicitadas notas de R$ 5 mil a R$ 10 mil. Os prestadores de serviço emitiam a nota e recebiam o valor. Impostos eram descontados e os valores retornavam para empresa.
O funcionário que ficou conhecido como mensageiro fazia a entrega das propinas desde 2014. Ele tinha várias estratégias para não ser identificado, segundo o delegado do Gaeco Fabiano dos Santos Silveira, uma delas o uso de vários celulares para conversar com os agentes públicos. Doze aparelhos foram encontrados durante o cumprimento de mandados, a maioria escondidos em caixas de sapatos.




