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🚨 Segurança

Caso Isadora: homem que matou a namorada com socos e chutes é condenado a 12 anos de prisão

Condenação saiu na madrugada desta sexta-feira (5), após quase 30 horas de julgamento no Tribunal do Júri de Imbituba.

Atualizado há 6 dias
Caso Isadora: homem que matou a namorada com socos e chutes é condenado a 12 anos de prisão

Após dois dias de julgamento, familiares de Isadora Viana Costa puderam assistir, emocionados, ao momento em que a Justiça reconheceu a responsabilidade do réu pela morte da jovem. Na madrugada desta sexta-feira (5), após quase 30 horas de julgamento no Tribunal do Júri de Imbituba, os jurados condenaram o acusado. A pena foi fixada em 12 anos de reclusão em regime inicial fechado.

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“Foram dois dias exaustivos, são mais de cinco mil páginas de processo para estudar, mais de 50 horas de vídeo, um júri de estudo exaustivo e de trabalhos exaustivos. Mais uma vez o Ministério Público cumpriu com a sua função de defesa da vida e também em defesa das mulheres nesse crime de feminicídio”, pontuou o promotor de Justiça Geovani Werner Tramontin.

Segundo demonstrado em plenário, o crime ocorreu na manhã de 8 de maio de 2018. Após uma noite de consumo de álcool e drogas, Isadora telefonou, por volta das 6 horas, para a irmã do réu pedindo que fosse até a casa dele, relatando que o namorado passava mal em razão do uso de entorpecentes. O pedido de socorro teria irritado o acusado, porque assim sua família saberia do consumo de drogas.

Cerca de 30 minutos depois, após a saída da irmã e do cunhado da casa, o réu imobilizou a jovem e passou a agredi-la, causando trauma abdominal e a ruptura da veia cava em decorrência da violência física. A perícia afastou a hipótese levantada pela defesa de que Isadora teria morrido em razão de overdose.

Mesmo diante da gravidade das agressões, o réu demorou a acionar socorro. Encaminhada ao hospital, a jovem de 22 anos não resistiu. O médico responsável, ao constatar que a situação do corpo não correspondia à versão narrada pelo acusado, acionou imediatamente a Polícia Civil, dando início às investigações que culminaram na condenação.

Durante o julgamento, amigas da vítima relataram episódios em que Isadora demonstrava medo diante do consumo excessivo de álcool e drogas pelo réu. Delegados que atuaram no caso também foram ouvidos e puderam expor, de forma detalhada, os elementos que comprovaram o crime.

O pai de Isadora, Rogério Froner Costa, falou sobre o alívio parcial que a condenação trouxe à família. “Contente eu não vou estar, mas com a consciência aliviada, o coração um pouco mais leve pra nós tentarmos recomeçar a nossa vida”. Já a mãe, Cibelle Viana Costa, agradeceu a atuação do Ministério Público e destacou o vazio eterno deixado pela filha. “Eu quero ressaltar a atuação do Promotor e da Promotora que foi excelente, ficamos muito satisfeitos e dizer que a minha dor nunca mais vai embora, que eu vou ter que conviver o resto da minha vida com essa falta da minha filha, mas que o nome e a história dela foram honrados.”

O julgamento foi acompanhado, além dos familiares, por amigos da vítima e pela comunidade em geral. Durante os dois dias de sessão, o salão do júri esteve lotado. O réu teve negado o direito de recorrer em liberdade, sendo encaminhado ao presídio para início do cumprimento da pena.