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Novas normas sanitárias visam a proteção e controle sanitário

Atualizado há 14 minutos
Novas normas sanitárias visam a proteção e controle sanitário

Imagem gerada por IA

O ano começou mais sério para os consultórios odontológicos. O foco central é o gerenciamento eficiente do risco sanitário, elevando a proteção tanto de pacientes quanto de profissionais contra infecções e eventos adversos em consultórios e clínicas.

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A implementação da nova norma RDC nº 1002/2025 pela Anvisa marca o início de uma nova era de rigor técnico e segurança na odontologia. Basicamente, agora, todos os protocolos de higiene e esterilização foram padronizados em uma só forma, e em âmbito nacional.

Essa "tolerância zero" com protocolos independentes é reflexo de reações adversas e justificativas duvidosas frente a alguns estabelecimentos quando questionados ou acusados de manipulação indevida. Nos últimos anos vimos casos de clínicas que reutilizavam material descartável de uso individual e que não praticavam o controle biológico para instrumentais clínicos.

Um exemplo que podemos citar é no estado de Goiás, onde uma investigação que repercutiu fortemente no início de 2025 e 2026 revelou uma clínica de alto padrão que utilizava materiais vencidos há mais de 10 anos. Foram encontrados fios de sustentação e anestésicos fora da validade, além de instrumentos cirúrgicos que eram reutilizados sem esterilização, causando deformidades em pacientes.

As vantagens diretas ao cuidado e bem estar dos pacientes, tendo em vista uma maior confiança nos processos de higiene e assepsia. Porém, exigirá uma adequação dos profissionais com investimento em infraestrutura e substituição de equipamentos obsoletos.

 

As mudanças

Entre as mudanças mais significativas, destaca-se a proibição definitiva do uso de estufas e métodos manuais de imersão em desinfetantes líquidos para fins de esterilização. Além disso, o fluxo unidirecional no processamento de materiais torna-se obrigatório, exigindo uma separação clara entre "área suja" e "área limpa", com a obrigatoriedade do uso de autoclaves com monitoramento triplo (físico, químico e biológico).

A meu ver, o profissional que enxerga essas mudanças apenas como um custo operacional falha em perceber que a biossegurança e a conformidade técnica são, hoje, os maiores ativos de fidelização que um consultório pode oferecer. Em um mercado cada vez mais exigente e informado, a excelência clínica isolada não é mais um diferencial absoluto; a tranquilidade de estar em um ambiente seguro será um padrões para experiência do paciente.

(Fonte: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2024/01/31/materiais-vencidos-e-instrumentos-cirurgicos-nao-esterilizados-veja-o-que-foi-encontrado-em-clinica-de-dentista-suspeita-de-deformar-pacientes.ghtml)