Depressão em idosos: estudo revela que 60% dos casos não têm diagnóstico
Pesquisa com quase 7 mil pessoas mostra que sintomas de tristeza e solidão são frequentemente confundidos com o "envelhecimento natural".

Pesquisa com quase 7 mil pessoas mostra que sintomas de tristeza e solidão são frequentemente confundidos com o "envelhecimento natural".

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina em parceria com a University College London, do Reino Unido, revelou um dado alarmante sobre a saúde mental na terceira idade: a maioria dos idosos brasileiros que apresentam sintomas depressivos vive sem um diagnóstico médico formal.
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Entrar no grupoA análise, baseada em dados de 6.872 pessoas com mais de 60 anos, aponta que entre os idosos que relataram se sentir deprimidos, apenas 37,3% receberam confirmação clínica. Isso significa que, na prática, 6 a cada 10 idosos com sofrimento emocional não recebem o tratamento adequado por falta de identificação da doença.
De acordo com os autores do estudo, o subdiagnóstico ocorre porque sintomas clássicos da depressão são frequentemente negligenciados ou confundidos com características da velhice.
O levantamento identificou grupos mais vulneráveis à condição:
Os pesquisadores da Ufsc destacam que a depressão não faz parte do envelhecimento natural e deve ser tratada com a mesma seriedade que doenças crônicas. O estudo defende que as unidades de saúde do SUS treinem equipes para valorizar o autorrelato dos idosos, combatendo a tendência de normalizar a solidão e a tristeza nesta fase da vida.
A recomendação para as famílias é ficar atento a sinais como isolamento, descuido com a aparência e a sensação relatada pelo idoso de ser um "peso" para os outros, buscando ajuda profissional imediatamente.




