A relação entre o Papa Leão XIV e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vive seu momento mais tenso desde o início do pontificado.
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Entrar no grupoO atrito aumentou nos últimos dias após novas críticas públicas do republicano ao líder da Igreja Católica, que respondeu dizendo que continuará se manifestando contra guerras e em defesa da paz.
Mas a crise entre os dois não começou agora. O embate vem se desenhando desde 2025, quando o papa passou a adotar posições públicas que contrariam temas centrais do governo Trump, como imigração, uso da força militar e conflitos internacionais.
A tensão voltou a crescer depois que Trump fez uma longa publicação nas redes sociais atacando diretamente o pontífice. No texto, criticou falas de Leão sobre política externa, reclamou das manifestações contra ações militares dos EUA e voltou a endurecer o discurso.
Sem entrar em confronto direto, o papa respondeu que seguirá condenando guerras e defendendo o diálogo entre os países.
A crise entre os dois tem três pilares principais. O primeiro é a guerra e o uso da força militar. Leão adotou um discurso firme contra conflitos armados e intervenções, enquanto Trump defende uma postura mais dura e ações de pressão contra adversários internacionais.
O segundo ponto é a imigração. Desde 2025, o papa já fez críticas ao tratamento dado pelo governo americano aos imigrantes, defendendo acolhimento e proteção humanitária. O tema é um dos mais sensíveis para Trump, que transformou o endurecimento migratório em uma das marcas de sua gestão.
O terceiro é a visão oposta sobre o papel do poder. Enquanto Trump fala em segurança, soberania e autoridade nacional, o papa insiste em paz, solidariedade, diálogo e cooperação internacional.
O embate ganhou ainda mais repercussão porque Leão é o primeiro papa nascido nos Estados Unidos. Desde a eleição, já havia a expectativa de que ele pudesse se tornar uma voz incômoda para Trump justamente por conhecer de perto a política americana.
Mesmo sem um rompimento formal, tudo indica que o clima entre Vaticano e Casa Branca deve seguir tenso.










