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Erro sem intenção deixa de configurar improbidade administrativa, decide STF

Supremo confirmou validade de mudança na lei que acabou com punições por atos cometidos sem intenção por agentes públicos.

Atualizado há 3 horas
Erro sem intenção deixa de configurar improbidade administrativa, decide STF

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Resumo da Notícia

O Supremo Tribunal Federal decidiu manter a validade da mudança na Lei de Improbidade Administrativa que passou a exigir a comprovação de intenção para punir agentes públicos.

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Na prática, a decisão confirma que atos de improbidade administrativa só podem ser enquadrados quando houver dolo, ou seja, quando o agente tiver a intenção de cometer a irregularidade.

A alteração foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2021 e modificou uma das principais leis de combate a irregularidades na administração pública.

Com a decisão unânime, deixam de existir punições por improbidade administrativa em casos de erro ou negligência sem intenção comprovada.

A Lei de Improbidade prevê sanções para situações como enriquecimento ilícito, prejuízo aos cofres públicos e violações aos princípios da administração pública.

Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que a modalidade culposa era de difícil aplicação e que a improbidade está diretamente ligada a práticas de corrupção e obtenção de vantagens indevidas.

Já o ministro Flávio Dino destacou a importância histórica da legislação, criada em 1992, e lembrou que a norma surgiu em um período marcado por fortes debates sobre corrupção no país.

🔎 Dolo é o termo jurídico utilizado quando uma pessoa pratica um ato de forma consciente e com intenção. Já a culpa ocorre quando o resultado acontece por negligência, imprudência ou imperícia, sem intenção direta de causar o dano.