Vapes e cigarros com sabor preocupam autoridades por avanço do consumo entre jovens
Ministério da Saúde alerta para estratégias da indústria da nicotina que tornam o consumo mais atrativo para adolescentes.

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Ministério da Saúde alerta para estratégias da indústria da nicotina que tornam o consumo mais atrativo para adolescentes.

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O avanço do uso de cigarros eletrônicos, vapes e produtos com sabores artificiais tem acendido um alerta entre autoridades de saúde no Brasil. Segundo especialistas, a preocupação já não se limita ao cigarro tradicional, mas envolve toda a indústria da nicotina, que tem atraído principalmente adolescentes e jovens.
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Entrar no grupoO tema ganhou destaque durante as ações do Dia Mundial sem Tabaco. A campanha deste ano tem como foco as estratégias utilizadas para tornar os produtos mais atrativos, especialmente por meio de aromas, sabores, cores e outras características voltadas ao público jovem.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde mostram que cerca de 2,6 milhões de adolescentes entre 13 e 15 anos consomem produtos derivados do tabaco nas Américas. Outros dois milhões utilizam cigarros eletrônicos.
Além dos impactos na saúde, o tabagismo também gera altos custos ao sistema público. Um estudo apresentado pelo Instituto Nacional de Câncer estima que o Brasil pode gastar até R$ 153 bilhões por ano com doenças relacionadas ao consumo de tabaco e nicotina.
Atualmente, a Anvisa proíbe a utilização de aditivos que conferem sabor, aroma, cor ou aumentem a atratividade dos produtos derivados do tabaco. A medida busca reduzir o interesse de novos consumidores, principalmente entre crianças e adolescentes.
Autoridades de saúde defendem o fortalecimento das ações de prevenção e conscientização para evitar que novas gerações iniciem o consumo desses produtos.
🔎 Os cigarros eletrônicos e dispositivos como vapes e pods utilizam nicotina, substância que causa dependência. Segundo especialistas, embora sejam frequentemente apresentados como alternativas ao cigarro convencional, eles também oferecem riscos à saúde e podem aumentar a chance de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, respiratórias e alguns tipos de câncer.




