Desembargadora que autorizou prisões da "Mensageiro" é alvo de suposta ameaça
Cinthia Bittencourt Schaefer teve segurança reforçada após relato de possível plano de atentado.

TJSC
Cinthia Bittencourt Schaefer teve segurança reforçada após relato de possível plano de atentado.

TJSC
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina investiga uma suposta ameaça contra a desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer, relatora da "Operação Mensageiro", considerada uma das maiores ações de combate à corrupção já realizadas no estado.
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Entrar no grupoA suspeita surgiu após um preso ligado a uma empresa investigada no setor de coleta de lixo comentar sobre um possível plano de atentado contra a magistrada. A informação teria sido obtida dentro do sistema prisional e repassada ao Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJSC, que abriu apuração e reforçou a segurança da desembargadora.
A suposta ameaça teria relação com decisões judiciais tomadas por Cinthia, incluindo autorizações de prisões em operações ligadas ao esquema investigado.
Deflagrada em dezembro de 2022, a Operação Mensageiro apura um esquema de corrupção envolvendo contratos de coleta e destinação de lixo em municípios catarinenses.
Conforme dados do Ministério Público, a investigação já resultou em 45 prisões preventivas, entre elas as dos ex-prefeitos Joares Ponticelli (Tubarão), Vicente Corrêa (Capivari de Baixo), Patrick Corrêa (Imaruí) e Deyvisonn de Souza (Pescaria Brava). A operação também cumpriu mais de 300 mandados de busca e apreensão e originou 23 ações penais que apuram cerca de 2,9 mil crimes.
Até o momento, não há confirmação sobre a existência efetiva de um plano de atentado. A investigação segue em andamento.




