Todo mundo já teve um dia completamente sabotado por uma afta, não é mesmo? Por menor que seja, essa pequena úlcera na mucosa bucal tem o dom de transformar ações corriqueiras, como tomar um café, em um verdadeiro teste de paciência e resistência à dor.

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No consultório, vejo frequentemente o quanto esses episódios geram frustração; afinal, parece injusto que algo tão microscópico cause um incômodo tão desproporcional na nossa rotina.

É muito comum que os pacientes confundam a afta com o herpes labial, mas a biologia de ambas é completamente diferente. Enquanto o herpes é viral e surge geralmente na parte externa dos lábios, a afta é uma lesão não contagiosa de fundo inflamatório e imunológico.

Ela costuma dar as caras quando o corpo está sob estresse excessivo, após um pequeno trauma na bochecha, como uma mordida acidental ou o atrito de um alimento crocante, ou até mesmo associada a sensibilidades alimentares. O organismo reage inflamando aquela área específica, rompendo o tecido e expondo terminações nervosas.

Mas, na grande maioria dos casos, a afta é autolimitada e cicatriza sozinha em cerca de uma a duas semanas. Para acelerar esse processo e aliviar o sofrimento, o segredo é evitar alimentos ácidos, condimentados ou muito quentes que possam irritar a ferida, além de manter uma higiene rigorosa para prevenir infecções secundárias.

Se a lesão persistir por mais de três semanas ou vier acompanhada de outros sintomas, vale a pena buscar uma avaliação profissional.