Tem uma verdade incômoda nessa frase: a convivência também nos molda.
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Entrar no grupo“Não se junte com quem você não seria.”
Porque ninguém permanece muito tempo ao lado de alguém sem, de alguma forma, ser influenciado por essa presença.
A gente pega expressões, hábitos, maneiras de pensar. Mas também pode começar a absorver valores, tolerar comportamentos e achar normal aquilo que, antes, nos causava desconforto.
E é justamente aí que mora o perigo.
Uma pequena mentira passa a ser “coisa boba”.
A maldade vira “jeito de ser”.
A fofoca se transforma em diversão.
A falta de caráter recebe o nome de esperteza.
E a crueldade, convenientemente, passa a ser chamada de sinceridade.
Quando você percebe, está convivendo tranquilamente com atitudes que jamais gostaria de reconhecer em si mesma.
Por isso, escolher bem quem ocupa espaço na sua vida não é arrogância. É preservação.
Olhe com atenção para as pessoas com quem você divide seus dias.
Você admira a forma como elas tratam quem não tem nada a lhes oferecer?
Gosta de como falam das pessoas quando elas não estão presentes?
Você gostaria de possuir a mesma ética, a mesma postura, os mesmos valores?
Porque amizade não deveria exigir que você diminuísse seus princípios para continuar pertencendo a uma roda.
Nenhum relacionamento deveria obrigar você a negociar sua essência em troca de aceitação.
Existem ambientes nos quais, para permanecer, precisamos nos transformar numa versão de nós mesmos que não admiramos.
E esse talvez seja um dos sinais mais claros de que é hora de ir embora.
Nem toda companhia é apenas companhia.
Algumas são influência.
E aquilo que você normaliza repetidamente começa a fazer parte da sua própria régua moral.
Por isso, escolha com cuidado quem caminha ao seu lado.
Não procure somente pessoas divertidas, interessantes ou convenientes. Procure pessoas cuja humanidade você respeite. Gente que faça você querer ser melhor, não alguém que obrigue você a baixar seus próprios padrões para caber.
No fim, existe uma pergunta simples que pode revelar muita coisa:
“Se eu me tornasse um pouco mais parecida com essa pessoa a cada dia, eu gostaria de quem me tornaria?”
Se a resposta for não, talvez se afastar não seja perder alguém.
Talvez seja não perder a si mesma.








