Há quatro anos, o então colunista do extra.sc, Alessandro Neves, fez as contas das apostas eleitorais do então prefeito Joares Ponticelli (PP).
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Entrar no grupoE o diagnóstico não foi dos melhores: das quatro “fichas” colocadas sobre a mesa em 2022, três deram ganho para a banca. A quarta, nas palavras do jornalista, “ganhou, mas perdeu”.
Quatro anos depois, vale voltar à mesma mesa.
Só que agora quem distribui as fichas é Estêner Soratto (PL).
E o resultado foi exatamente o oposto.
O prefeito de Tubarão entrou nas eleições de 2026 com seis candidatos do PL debaixo do braço: Jorginho Mello para governador; Carol de Toni e Carlos Bolsonaro para o Senado; Julia Zanatta para deputada federal; Ulisses Gabriel e Guilherme Colombo para deputado estadual.
Terminada a apuração, seis eleitos.
Soratto fez a limpa.
Não teve zebra. Não teve “quase”. Não sobrou santinho de derrotado para esconder na gaveta na segunda-feira.
E os resultados em Tubarão tornam a comparação ainda mais interessante.
Jorginho Mello recebeu 75,93% dos votos na cidade. É praticamente a mesma porcentagem conquistada pelo próprio Soratto quando foi eleito prefeito, em 2024.
Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro chegou a 70,66% em Tubarão.
Para o Senado, Carol e Carlos receberam juntos 61,34% dos votos dos tubaronenses.
Na proporcional, Julia chegou perto dos 20 mil votos na cidade.
Mas talvez a comparação mais interessante esteja justamente naquela única ficha de Joares Ponticelli que, em 2022, aos olhos do autor, conseguiu escapar da derrota completa.
Pepê Collaço (PP) foi eleito deputado estadual naquele ano. Com o mesmo número de Joares, o mesmo jingle e uma campanha que explorou até a última gota a imagem do então prefeito, recebeu 8.878 votos em Tubarão.
A expectativa era maior. Pepê havia feito 10.111 votos na cidade quatro anos antes e, mesmo carregando consigo toda a força política que se atribuía a Ponticelli, perdeu votos.
Pois quatro anos se passaram.
Desta vez, distante do padrinho político, Pepê praticamente dobrou sua votação.
Dobrou em Tubarão.
E dobrou também quando considerada a votação total.
É daqueles números desconfortáveis que a política produz de vez em quando.
Porque permitem uma pergunta inevitável: afinal, em 2022, quem estava ajudando quem?
Política também é saber onde colocar as fichas.
E Soratto colocou todas no lado que venceu.
Em 2022, o artigo publicado concluiu que Joares Ponticelli precisaria recalcular a rota.
Quatro anos depois, Soratto não precisa nem abrir o GPS.










