A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, de 85 anos, foi anunciada nesta sexta-feira (9) como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. O Comitê Norueguês do Nobel reconheceu sua trajetória de mais de cinco décadas na defesa dos direitos humanos e do direito internacional.
Clique e receba notícias do extra.sc em seu WhatsApp:
Entrar no grupoNascida em Durban, na África do Sul, Pillay iniciou a carreira jurídica durante o apartheid, regime de segregação racial que vigorou no país até a década de 1990. Ela atuou na defesa de presos políticos, ajudou a garantir acesso à assistência jurídica para Nelson Mandela e se tornou a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte sul-africana.
Sua carreira também incluiu a atuação no Tribunal Penal Internacional para Ruanda, responsável por julgar crimes relacionados ao genocídio de 1994. Entre 2008 e 2014, ocupou o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
Mais recentemente, presidiu uma comissão independente de investigação vinculada à ONU que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza.
A sul-africana é a 21ª mulher a receber o Nobel da Paz. Além da medalha e do diploma, será contemplada com 12 milhões de coroas suecas, aproximadamente R$ 6 milhões.









