A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, estimou em cerca de US$ 6,3 bilhões, aproximadamente R$ 33,8 bilhões, o impacto financeiro do ataque hacker sofrido pela plataforma. O valor foi divulgado na madrugada desta sexta-feira (30), um dia depois de a empresa anunciar que investigava um problema de segurança, e faz do caso o maior roubo de criptomoedas já registrado, segundo analistas do setor.
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Entrar no grupoOs invasores conseguiram acessar carteiras digitais mantidas pela corretora. Como medida preventiva, a Binance suspendeu depósitos e saques, revogou a autorização do endereço afetado e acionou autoridades e empresas especializadas em rastreamento de blockchain. A expectativa é retomar os saques nas próximas 48 horas.
Parte do dinheiro foi bloqueada logo após o ataque. A Tether congelou mais de US$ 1,5 bilhão em USDT, e a Circle, mais de US$ 800 milhões em USDC. Na quinta-feira (29), a corretora informava US$ 2,54 bilhões congelados; com a atualização, o total chegou a cerca de US$ 3 bilhões. A Binance afirma que os fundos dos usuários estão seguros e que vai cobrir todas as perdas.
A empresa de inteligência TRM Labs atribuiu o ataque a um grupo hacker ligado à Coreia do Norte. A Binance não confirmou essa autoria.
O episódio derrubou as principais moedas digitais. O bitcoin recuou mais de 3% nesta sexta e foi negociado na casa dos US$ 77,3 mil, com quedas também no ether e no BNB.
No Brasil, a Binance informou que os ativos dos clientes seguem as regras de segregação do Banco Central e ficam guardados em carteiras frias, mantidas fora da internet. Segundo a empresa, os demais serviços da plataforma funcionam normalmente.









