Conecte-se conosco

EXTRA.SC

Apanhando sempre, mas levando muita vantagem

Coluna do Antonio Bento
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Foto: Reprodução

Coluna do Antonio Bento

Apanhando sempre, mas levando muita vantagem

Publicidade




É assim que se observa as discussões e votações no legislativo tubaronense. O executivo leva surra nos debates, no entanto, no fim da contenda acaba massacrando a oposição. Isso tem ocorrido desde o início da atual legislatura. Embora com maioria em número de vereadores, 14 contra 3, a tribuna da Câmara, independentemente do tema abordado, estremece em tom altamente vociferado dos emedebistas José Luiz Tancredo, Dalton Marcon e, não tanto idêntico, de Evaldo Campos. Este por não ter o dom da palavra faz oposição na onda dos “gurus”, sem aquela espetacularização. O mais engraçado de tudo é que em política a maré movimenta de acordo com a direção do vento. No começo havia até mais “tubarões” importunando sua presa, ou seja, atacando o prefeito. Com a abertura da famosa janela eleitoral para troca de agremiação, a base ficou mais fortalecida, em tese, porque o barulho da dupla emedebista continua ou até aumentou um pouco diante da inércia tranquilidade dos aliados do executivo. A cada reunião da câmara ouve-se o delírio descontrolado da minoria em contraste sorriso da massa sufocante com a inequívoca aprovação de todas as matérias de pauta ou em regime de urgência enviadas pelo gestor público municipal. Na contemplação do término dos trabalhos, o importante é que a edilidade sai em grande estilo pelos corredores da casa do povo abraços na mais pura descontração, transformando o então alvoroço de plenário, pelo dito do não dito. A política nos bastidores desafia muito mais os eleitores, principalmente em época de querer ser os vencedores.

 

As aparências enganam

Nem tudo funciona como muitos pensam na base aliada do governo municipal de Tubarão. A treta da semana envolveu dois edis do mesmo partido. Com a possível redução de vereadores, após a aprovação do projeto de lei de autoria de João Fernandes (PL), discutiu-se em sessão extraordinária a LDO e o duodécimo para o legislativo municipal a partir de 2021. Antes de ir a plenário, contrariando a todos, um edil progressistas sugeriu uma emenda para baixar ainda mais o repasse do orçamento para a Câmara Municipal de Vereadores. Não deu ouvido aos seus aliados, tampouco queria discutir com ninguém, até que no apagar das luzes, na prorrogação acabou sucubindo a conversa do pé-de-ouvido do presidente Jairo Cascaes. Foi a gota d’água para que os então parceiros ficassem de bico, um pra lá, outro pra cá, como dois estranhos inimigos, temporariamente. É a tal da coisa, quem vê cara, jamais enxerga o coração.

 

Quer voltar com toda força

Da lista de novos pretendentes a uma cadeira no legislativo tubaronense, um deles é Amiltom Lemos. Com larga experiência de legislador, por ter participado na década de 90 quando a câmara era composta por 19 edis, o empresário, apesar de ficar afastado alguns anos do processo político-partidário, nunca deixou de acompanhar a atuação de prefeitos e vereadores. Mesmo que a maioria da classe política esteja desacredita no país, Amiltom Lemos entende que as coisas podem mudar elegendo os candidatos ilibados para representar com honradez e dignidade a coletidade.

 

Os bens dos candidatos

Para alguns, normal. Para outros, meio exagerado. A declaração de patrimônio dos pré-candidatos á justiça eleitoral gerou uma certa desconfiança aos cidadãos tubaronenses. Fazer uma avaliação teórica não é o melhor antes de conhecer o perfil de cada um, mesmo porque, diante de exposição de bens há um órgão judicial por trás disso e o camarada precisa estar ciente e ter absoluta certeza de que está cumprindo os ditames da lei. Pode ter causado surpresa para aqueles que tiveram suas economias reduzidas e os que alegaram não possuir nada. Seria mais ou menos assim, tenho casa e ando de carro, mas nada é meu.

 

Resistindo até o fim

Com o rito do impeachment do governador e vice de Santa Catarina em velocidade de fómula 1, tudo leva a crer que Carlos Moisés e Daniela Heinerh estão realmente na berlinda. Com a formação de comissão especial de desembargadores e deputados, entra-se para, digamos, o caminho mais espinhoso do julgamento. Conversas de bastidores dão por certo, dependendo do encaminhamento para o afastamento deles, Moisés e Daniela renunciariam ao cargo eliminando a possibilidade de uma eleição indireta, jogada política da Alesc, comandada pelo atual presidente Júlio Garcia e seus aliados. Dessa forma haveria nova eleição para governador e vice, juntamente ao pleito de 15 de novembro para prefeito e vereadores. Aguarda-se com muita expectativa o desenrolar dos acontecimentos.


Publicidade
Continue lendo


Atua na comunicação desde 1975, com foco no jornalismo político e esportivo. Trabalhou nas três emissoras de rádio AM de Tubarão. Atualmente, é funcionário da Rádio e TV Tubá. Também assina colunas em alguns jornais da região.

Os artigos aqui publicados não refletem, necessariamente, a opinião do EXTRA.SC.



Publicidade
Publicidade

Blogs e colunas


Publicidade
Publicidade
Publicidade
To Top