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Santa Catarina não merecia toda essa sujeira no ventilador

Coluna do Antonio Bento
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Foto: Reprodução

Coluna do Antonio Bento

Santa Catarina não merecia toda essa sujeira no ventilador

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O ano de 2020 foi, sem dúvida, um dos piores períodos de toda história do estado. Dizer que a causa do desajuste social, político e administrativo é culpa da pandemia, até pode fazer sentido, justifica em parte mas e não é tudo. A consequência da desarmonia tem tudo a ver com a falta de experiência do comando governamental, sim, de um momento atípico e sobretudo atrelado ao fator principal, civid-19. No contexto geral, após a eleição de Carlos Moisés, talvez por não ter em seu currículo todo trâmite político essencial de um gestor público, os equívocos ocorreram desde o início de seu mandato e foram acumulando sem nenhum comedimento, confirmando inexperiência administrativa para sobrepor o então evento pandêmico.

Quem convive o dia a dia e conhece como funciona executivo e legislativo, podia identificar no comandante da Casa da Agronômica, que sua liderança estava caminhando velozmente contra a força do vento e que não demoraria muito em transformar na inconveniente tempestade do iminente e real afastamento do governo, como se concretizou. Nos bastidores e nas análises de especialistas em gestão pública, era recorrente o alerta para tal a intenção do famoso jogo político “alesc-ana” a fim de derrubar Moisés e Reinehr com o objetivo de fazer do presidente, governador do estado.

Não deu certo. Porque o deputado Júlio Garcia, que está enquadrado em vários processos da Operação Alcatraz, por supostas fraudes em licitações, desvio de dinheiro e superfaturamento de contratos acabou arrefecendo de seu infiél desejo. Garcia calou-se feito um cãozinho em situação de rua. A decisão do Tribunal Especial de Julgamento que culminou com afastamento do governador por 180 dias, mostrou que houve na intelectualidade jurídica explanação vênia do contraditório pela votação de quatro desembargadores a favor de Carlos Moisés.

O processo cujo resultado o demoveu do cargo, ressalta-se que parte de juristas contesta sob a óptica da interpretação da Constituição Estadual. No mais simplório do juridiquês, o reajuste dos procuradores do estado, compra dos respiradores e intenção de construir hospital de campanha, em Itajaí, em momento grave da COVID-19 no estado, caracterizaram incorreções, contudo, sem prova alguma de corrupção para chegar no veredito de impeachment. Salvo a magistratura, o grupo obcecante pelo poder fez da forma sintética espalhar “etanol na fogueira” sem mensurar as ilações maquiavélicas do corporativismo tresloucado.

Santa Catarina está em púlpito com destaque negativo na mídia nacional. É um um pedido atrás do outro de impeachment contra o governador e vice. Por enquanto Daniela Reinehr se sustenta como governadora interina. Todavia, terá que jogar com a sorte e, não bastassem a enxurrada de processos, agora enfrenta mais um desconforto pessoal, precisa provar que não tem nada a ver e é contrária ao nazismo, menção atribuída ao seu pai que é professor de história e teria defendido essa ideia e dito que não houve holocausto, ensinando alunos em salas de aula, inclusive. Este vírus voraz da China, além de vitimar milhares de cidadãos, gerou múltiplo desregramento no estado. Os catarinenses não mereciam passar por essa tribulação extremamente vergonhosa.


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Atua na comunicação desde 1975, com foco no jornalismo político e esportivo. Trabalhou nas três emissoras de rádio AM de Tubarão. Atualmente, é funcionário da Rádio e TV Tubá. Também assina colunas em alguns jornais da região.

Os artigos aqui publicados não refletem, necessariamente, a opinião do EXTRA.SC.



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