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As taxas médias de mercado

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Na circular nº 2957 do Banco Central de 1999 definiu que as diferentes instituições financeiras como: bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de desenvolvimento, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupança e empréstimo e Caixa Econômica Federal deveriam enviar as informações sobre suas taxas médias ponderadas, as taxas mínimas e máximas das operações, com isso o BACEN deu início ao que chamamos de taxas médias de mercado.
As taxas de mercado sempre existiram, mas com a estabilidade econômica que se obteve a partir do Plano Real, da organização do sistema financeiro e com ampliação dos serviços bancários ofertados, muitas taxas específicas de operações de crédito foram criadas.

Segundo IPEA (2020) as mais antigas que temos conhecimento e registro oficiais no mercado, são as Taxas de Juros das Emissões de Apólices que iniciam no ano de 1920 e as taxas de Fundo de Ações e Obrigações do Tesouro Nacional que iniciam em 1922.

As taxas que norteiam e influenciam todo o mercado financeiro basicamente temos três. A partir delas as demais taxas de juros começam a ser criadas, dependendo assim do tipo de operação, prazos e necessidades. As três taxas são a Taxa Selic, a taxa do CDI e a taxa do CDB.

A Taxa Média Selic (Over/SELIC), é a taxa média de todas as operações efetuadas com títulos federais de um dia (overnight) do SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia, onde são realizadas as operações envolvendo títulos públicos federais. Tem como finalidade definir o custo do dinheiro Open Market. Atualmente é a taxa de referência dos juros no mercado financeiro. Teve início no ano de 1974, chamada inicialmente de taxa overnight, depois de Selic e é o principal instrumento de política monetária utilizado pelo Banco Central (BC) para controlar a inflação e é definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central). Ela influencia todas as taxas de juros do país, como as taxas de juros dos empréstimos, dos financiamentos e das aplicações financeiras. (BACEN, 2020)

Outra taxa que também dá base ao mercado e à economia são CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro – Over/CDI). É a taxa referente às transações de um dia (overnight) realizadas com CDI, através do CETIP – Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos, onde são registradas as transações envolvendo títulos privados. A taxa CDI é, portanto, a taxa que se aplica às transações financeiras de um dia lastreadas em tais títulos utilizados pelos bancos e como são de curtíssimo prazo e o risco é muito baixo e sem incidência de impostos. De maneira prática é o custo do dinheiro entre os bancos. (BACEN, 2020).

E, finalizando a Taxa CDB (Certificados de Depósitos Bancários) é a principal taxa de captação de recursos dos bancos comerciais, incidindo sobre depósitos de alto valor e de prazo fixo (30/60 dias). Influencia decisivamente as taxas dos empréstimos bancários. Estas taxas iniciam ter registro no ano de 1970 e os bancos toma dinheiro emprestado do consumidor final e não de outro banco como no CDI.

A partir destas taxas juntamente com o risco envolvido na operação e o lucro (remuneração) que se deseja dar ao capital é que são construídas as taxas de juros no mercado.

Bom, como dissemos anteriormente com implantação do Plano Real, muitas medidas foram tomadas pelo BACEN principalmente com relação aumentar a transparência das operações bancárias, visando a aumentar a quantidade e qualidade das informações prestadas pelas instituições financeiras ao público, criam pela circular de 1999 as chamadas Taxas Médias de Mercado. Com quatro taxas na divisão de pessoas físicas e com sete taxas relacionadas às jurídicas e uma taxa geral de todas essas apresentadas. Já no ao de 2012 são criadas séries temporais que temos até hoje com 89 tipos de taxas para todo tipo de negócio, também estão divididas entre taxas de pessoas jurídicas e físicas. Administre seu negócio.

 

Dica de Livro: The Visible Hand: The Managerial Revolution in American Business – Alfred Chandler.

Obra central do autor que recebeu o prêmio Pilitzer. Obra trata de temas atuais como a revolução em transportes, comunicação, distribuição e produção em massa com atenção especial aos aspectos gerenciais. Narra a emergência das firmas integradas verticalmente, revelando lições fundamentais sobre como organizações reorganizam suas fronteiras e estruturas para gerar inovações eficientes e efetivas

 

Chandler, Alfred Dupont. The Visible Hand: the Managerial Revolution in American Business. Cambridge: Harvard University Press, 1977.


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Mestre em Administração e Especialista em Finanças Corporativas, é sócio da DM Associados Gestão Empresarial. Professor dos cursos de graduação e pós-graduação, em 2017 foi condecorado “Administrador Estadual Destaque” pelo Conselho Estadual de Administração de Santa Catarina. É presidente da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Tubarão e Região (Ampe).

Os artigos aqui publicados não refletem, necessariamente, a opinião do EXTRA.SC.



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