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O casamento tem retorno?

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O casamento tem retorno?

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Na área financeira quando vamos analisar um projeto de investimento utilizamos alguns indicadores, também chamados de índices padrões. Estes índices são: Payback, VPL (Valor Presente Líquido), IL (índice de Lucratividade) e a TIR (Taxa Interna de Retorno). O Payback é o período de tempo que volta do dinheiro investido, ou seja, quantos anos ou meses teremos o valor investido recuperado. O VPL nos diz quanto vale o investimento no valor presente (data atual) considerando uma projeção futura. O IL demonstra a lucratividade do projeto e a TIR apresenta a taxa que gera o próprio negócio.

Para qualquer investimento devemos utilizar uma taxa de comparação, algo que sirva de parâmetro. Por exemplo, se temos um dinheiro aplicado na poupança rendendo 1,40 % ao ano, só devemos tirar o dinheiro dali se for para fazermos um investimento que traga um retorno maior. Esse índice de 1,40 % ao ano é denominado de taxa mínima de atratividade, pois somente nos sentiremos predispostos a fazer algo, apenas iremos fazer outro investimento, se esse novo investimento for superior a esse índice. Se a taxa de retorno for igual, podemos optar ou não pelo o investimento. Mas se a taxa for inferior à taxa que já temos, a opção é de descartar qualquer possibilidade de investimento.

Claro que tudo isso está atrelado a questões objetivas ou subjetivas. Entre elas preferências pessoais de investimentos, os benefícios proporcionados, risco e incerteza envolvidos em cada tipo de investimento.

A Taxa Interna de Retorno (TIR) então é a taxa de juros (desconto) que iguala, em determinado momento do tempo, o valor presente das entradas (recebimentos) com o das saídas (pagamentos) previstas de caixa. A TIR é usada como método de análise de investimentos, onde o investimento será economicamente atraente se a TIR for maior do que a taxa mínima de atratividade (taxa de retorno esperada pelo investimento). A TIR também é utilizada na comparação entre dois ou mais projetos de investimentos, quando estes forem mutuamente excludentes.

De forma didática verificamos as entradas e saídas de dinheiro ao longo de um determinado período de tempo e com isso conseguimos verificar a taxa que esse investimento produz. O resultado desta taxa é comparado com a nossa taxa de expectativa (taxa mínima de mercado).

Mas, e o casamento qual retorno tem?

Bom, o casamento é um projeto de longo prazo, com expectativas de pessoais subjetivas e também objetivas, como: construção de família, relacionamento a longo prazo, companheirismo, amor, filhos e uma série de outras questões.
Ao longo de cada ano ele apresenta um resultado positivo, neutro ou negativo que geralmente avaliamos de acordo com expectativa de quando éramos solteiros, na data da tomada de decisão. Os resultados obtidos comparados com a expectativa (taxa mínima de mercado) nos dá uma taxa de retorno sobre esse projeto de vida que também é um projeto de investimento. Claro cada um de nós avalia seu projeto, e o retorno obtido de acordo com seu parâmetro de comparação. E, como todo projeto existe o risco e a incerteza.

Lembro quando temos um risco alto, geralmente seu retorno também o é. Já no casamento, talvez essa definição não seja necessariamente é verdadeira.

Somente como curiosidade, a TIR é apresenta em seu cálculo a possibilidade de taxa positiva ou negativa, pois usamos tentativa e erro. Então podemos ter uma taxa positiva ou negativa, dependendo do período em que se encontra. E, aí se usa os conceitos da fórmula de Bhaskara. Sim, uma fórmula que muitos se perguntam até hoje, para que serve a mesma? Respondo. Ajuda a encontramos a TIR. Administre seu negócio.

 

Dica de Livro

Princípios de Administração Financeira – Ross, Westerfield e Jordan.

Este livro é uma exposição didática e concisa dos temas fundamentais da moderna teoria de finanças. O texto mostra claramente sua aplicação aos problemas essenciais de gestão financeira de empresas, cobrindo as áreas de política de investimento, política de financiamento, distribuição de dividendos e gestão do capital de giro. Além disso, fornece os fundamentos das finanças internacionais modernas.

ROSS, S.A.; WESTERFIELD, R.W.; JAFFE, J.F. Administração Financeira. São Paulo: Atlas, 2007.


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Mestre em Administração e Especialista em Finanças Corporativas, é sócio da DM Associados Gestão Empresarial. Professor dos cursos de graduação e pós-graduação, em 2017 foi condecorado “Administrador Estadual Destaque” pelo Conselho Estadual de Administração de Santa Catarina. É presidente da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Tubarão e Região (Ampe).

Os artigos aqui publicados não refletem, necessariamente, a opinião do EXTRA.SC.



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