Falo por experiência própria. Meu pai foi uma destas vítimas. Faleceu no último dia 9. Ele fazia parte do grupo que não levava a sério. Frequentava bares aglomerados, andava com máscara somente por protocolo obrigatório na rua e no apartamento dele não tinha sequer um pequeno frasco de álcool para se higienizar quando voltava pra casa.
Minha irmã e meu cunhado também foram infectados pelo vírus e precisaram ser internados - ela com o pulmão bastante afetado. Os dois não tiveram contato com meu pai, mas contraíram, provavelmente no trabalho.
Paralelamente a tudo isso, temos lido muitos absurdos nas redes sociais. Pessoas que acreditam ser donas da razão, que minimizam as sérias consequências da doença e até duvidam dos resultados dos exames e testes. Como se fosse muito vantajoso para os municípios e hospitais estarem cheios de pessoas doentes "para receber dinheiro", como espalham os "especialistas" sem conhecimento.
Essa negação precisa acabar. Se houvesse a preocupação necessária por parte de todos desde o início, não estaríamos nessa situação extremamente preocupante, pela qual as mortes têm dominado as notícias dos nossos meios de comunicação. A região de Tubarão recebeu o status de risco potencial gravíssimo quanto ao coronavírus e só tende a piorar se os cuidados não forem consenso. E isso inclui, sim, a necessidade de estabelecer uma quarentena.
Eu e minha família perdemos para o coronavírus. E, infelizmente, muitas outras vão perder a guerra para esse vírus traiçoeiro e em muitos casos fatal. Só resta pedir com força que Deus nos ajude.
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Foto: arquivo pessoal[/caption]
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