Cuidados
Pais e filhos que moram juntos também tiveram as rotinas alteradas em função do novo coronavírus. A situação fica ainda mais complicada para quem não pode fazer teletrabalho. É o caso de Daniel Barbosa – pai de Fernanda, de apenas 4 meses. Ele trabalha como vigilante. A menina nasceu no dia 16 de março, quando o comércio começou a ser fechado. “Desde então, tudo na minha vida mudou. Tanto com a bênção que foi a chegada da Fernanda, quanto com o início dessa pandemia”. “Eu penso o tempo inteiro na minha família. Fiquei uma pessoa muito mais cautelosa em tudo que faço. Minhas ações todas são pensadas e repensadas porque não posso, de forma nenhuma, ser um cara inconsequente. Além disso, me apeguei ainda mais a meus pais”, acrescentou. A maior preocupação de Daniel é com o risco de se contaminar e levar a doença para casa. “De forma nenhuma quero ser um vetor dessa doença para a minha família. Por isso, nem chego perto quando venho do trabalho. É direto ao banho, depois de colocar a roupa para lavar”.Pai por inteiro
Pai de duas filhas – Ana Rafaela, de 7 anos, e Gabriela, de 1 ano – o educador Rodrigo Gaspar, 35 anos, explica que os tempos de COVID-19 trouxeram “um novo ritmo” para as famílias. “Nós precisamos redefinir melhor esse novo modelo de viver em casa, de fazer o homeschooling (educação domiciliar) com as crianças, de fazer as atividades de forma dividida e separada, onde não tem um ajudando o outro, mas pai e mãe, os dois, com uma carga muito parecida para tudo”.
Para este Dia dos Pais, o educador pretende reunir a família na casa dos avós, que são “praticamente os únicos” com quem tem se encontrado durante os últimos meses. “Claro que tomaremos todos os cuidados. Mas vamos, sim, fazer uma grande celebração de como a paternidade pode, sempre, fazer com que cresçamos juntos”.
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Foto: Arquivo pessoal[/caption]
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