Prisão domiciliar é negada a empresária de Tubarão condenada pelo 8 de janeiro
Ministro Alexandre de Moraes seguiu parecer da PGR e manteve cumprimento de pena em regime fechado

Ministro Alexandre de Moraes seguiu parecer da PGR e manteve cumprimento de pena em regime fechado

O pedido de prisão domiciliar da empresária Camila Mendonça Marques, moradora de Tubarão, foi negado nesta quarta-feira (7) pelo Supremo Tribunal Federal. Condenada a 15 anos e seis meses de prisão por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023, a catarinense buscava cumprir a pena em casa sob o argumento de possuir dois filhos menores de 12 anos.
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Entrar no grupoA decisão acompanhou o entendimento da Procuradoria-Geral da República, que apontou a falta de comprovação de uma situação excepcional. Segundo o órgão, não ficou demonstrado que a presença da empresária é indispensável para o cuidado das crianças ou que ela seja a única responsável por eles. Um laudo médico oficial também indicou que a paciente não possui quadro clínico que impeça o cumprimento da pena na unidade prisional.
A empresária foi condenada pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada e dano ao patrimônio público.
Além da reclusão em regime fechado, a sentença inclui o pagamento de 100 dias-multa e uma condenação solidária de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.




