O assassinato do cão comunitário Orelha por um adolescente em Florianópolis acendeu um alerta sobre a banalização da violência contra animais. O caso motivou organizações não governamentais e órgãos públicos a reforçarem a importância da "educação humanitária".
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Entrar no grupoSegundo especialistas do instituto Ampara Animal, a violência contra bichos é frequentemente um indicador de que o agressor pode estar exposto a ciclos de violência doméstica ou que poderá vir a agredir grupos vulneráveis, como crianças e idosos.
Iniciativas pelo país tentam quebrar esse elo através da sensibilização de crianças e jovens. Programas como o "Superguardiões" levam grupos escolares a centros de adoção, enquanto o projeto "Leituras" incentiva crianças em fase de alfabetização a lerem histórias para cães e gatos abrigados.
A ideia é que, ao entenderem que os animais são seres sencientes — capazes de sentir dor, medo e alegria —, os jovens desenvolvam maior empatia e respeito, atuando como multiplicadores desses valores em suas famílias.
Além da educação nas escolas, o voluntariado em abrigos tem transformado realidades. Relatos de ONGs mostram que adolescentes que iniciam o contato com animais para perder o medo acabam seguindo carreiras como a veterinária.
Para os especialistas, ações simples, como supervisionar crianças no trato com animais comunitários ou vizinhos, são fundamentais para construir uma sociedade menos intolerante e mais segura para todas as espécies.










