Exercício é o tratamento: o que a ciência atual diz sobre dor musculoesquelética

imagem gerada por IA

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Durante muito tempo, a dor musculoesquelética foi tratada principalmente com repouso, medicamentos e terapias passivas. No entanto, a ciência evoluiu — e hoje as principais diretrizes internacionais são claras: o exercício é considerado tratamento de primeira linha para a maioria das dores musculoesqueléticas, especialmente em casos como dor lombar, dor cervical, dor no ombro e osteoartrite de joelho.
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Entrar no grupoSegundo recomendações do National Institute for Health and Care Excellence, do American College of Physicians e publicações em revistas como The Lancet e Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, a abordagem ativa é mais eficaz a médio e longo prazo do que intervenções puramente passivas.
Movimento como modulador da dor
Hoje entendemos que dor não é apenas resultado direto de uma lesão estrutural. A dor é uma experiência complexa, influenciada por fatores físicos, emocionais e neurológicos. Estudos em neurociência demonstram que o exercício atua como modulador do sistema nervoso, ajudando a reduzir a sensibilidade à dor e melhorar a capacidade funcional. Além disso, o movimento melhora a força muscular, aumenta a estabilidade e resistência muscular, estimula a circulação sanguínea, reduz a rigidez e melhora a confiança no movimento.
Em quadros como lombalgia crônica, por exemplo, o repouso prolongado está associado à piora da dor e maior incapacidade. Diretrizes atuais desencorajam o afastamento prolongado das atividades e incentivam o retorno gradual e seguro ao movimento.
Exercício é remédio, mas precisa ser bem prescrito. Assim como um medicamento, o exercício precisa de dose, frequência e progressão adequadas. Programas genéricos ou sem acompanhamento podem não gerar os mesmos resultados. Pesquisas mostram que programas individualizados apresentam melhores desfechos clínicos quando comparados a orientações superficiais ou repouso.
A mensagem central da ciência atual é clara: o corpo foi feito para se mover — e o movimento, quando orientado, faz parte da solução, não do problema.
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