Governador propõe novo feriado estadual, mas enfrenta resistência do setor produtivo
Projeto fixaria o dia 25 de novembro para celebrar Santa Catarina de Alexandria

Projeto fixaria o dia 25 de novembro para celebrar Santa Catarina de Alexandria

O governador Jorginho Mello (PL) enviou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que propõe a criação de um novo feriado estadual no dia 25 de novembro. A data é dedicada a Santa Catarina de Alexandria, mártir cristã que inspirou o nome do estado.
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Entrar no grupoNa justificativa, o Executivo defende que a medida não tem apenas viés religioso, mas busca resgatar a "identidade e o pertencimento" dos catarinenses, homenageando a única unidade da federação com nome feminino.
A proposta, no entanto, gerou uma onda de críticas de associações empresariais e lideranças políticas. O Conselho das Federações Empresariais (Cofem) e a Facisc argumentam que a inclusão de mais uma data de folga gera prejuízos diretos à competitividade das empresas e ao faturamento do comércio.
Caso seja aprovado ainda em 2026, novembro passaria a ter quatro feriados, somando-se ao Dia de Finados, Proclamação da República e Dia da Consciência Negra.
Além do fator econômico, as entidades levantam uma barreira legal: a legislação federal permite que cada estado institua apenas um feriado para sua "Data Magna". Como Santa Catarina já celebra oficialmente o dia 11 de agosto, o setor produtivo sustenta que não há respaldo jurídico para uma segunda data estadual.
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), também se manifestou publicamente pedindo a retirada do projeto, classificando a ideia como desnecessária.
"Governador, com todo respeito, de onde o senhor tirou essa ideia? É tanto feriado nesse país que ninguém suporta. Retire esse projeto, respeite os trabalhadores e a indústria", declarou o político.
Outro ponto de conflito apontado é o impacto nos serviços públicos. Críticos da medida destacam que o fechamento de escolas e unidades de saúde em um feriado estadual cria um problema logístico para pais que trabalham na indústria ou em serviços essenciais que não param.
A sugestão de associações como a Associação Empresarial da Grande Florianópolis é que, caso o governo insista na proposta, o feriado seja transferido para o domingo subsequente para evitar o impacto na jornada de trabalho.
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