O Brasil enfrenta um cenário preocupante em relação ao paradeiro de seus jovens. Durante o ano de 2025, o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública registrou 23.919 desaparecimentos de menores de 18 anos — o que equivale a uma média de 66 boletins de ocorrência por dia.
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Entrar no grupoO número representa um aumento de 8% em relação ao ano anterior, um crescimento duas vezes maior do que o registrado nos casos envolvendo adultos.
Especialistas apontam que as causas são diversas e complexas, indo desde fugas motivadas por maus-tratos ou medo de punições até sequestros.
Um dado que chama a atenção das autoridades é o recorte de gênero: enquanto na população geral os homens são a maioria dos desaparecidos, no público infantojuvenil o cenário se inverte, com 62% das ocorrências envolvendo meninas.
Para facilitar a busca e a aplicação de políticas públicas, especialistas dividem os casos em quatro tipos principais:
- Voluntário: Quando a pessoa se afasta por vontade própria, sem avisar.
- Involuntário: Afastamento por motivos alheios à vontade (como desorientação ou acidentes), mas sem uso de força.
- Forçado: Quando há emprego de violência, sequestro ou ação de terceiros.
- Estratégico: Quando a vítima foge para sobreviver a ambientes abusivos ou situações de risco iminente.
✖️ O que os números revelam:
- Final de semana: A maior parte dos registros ocorre entre sexta-feira e domingo.
- Recorrência: Muitos casos envolvem crianças que já se afastaram de casa anteriormente por curtos períodos.
- Julgamento social: Famílias relatam enfrentar críticas e até ameaças de responsabilização legal ao buscarem ajuda policial, o que pode retardar a denúncia.










