Homem que ateou fogo na esposa na frente dos filhos é condenado a 14 anos de prisão
Investigação desmentiu versões de "acidente doméstico" usadas pela vítima para proteger o agressor.
Investigação desmentiu versões de "acidente doméstico" usadas pela vítima para proteger o agressor.
Um homem foi condenado a 14 anos, dois meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, por tentar matar a esposa ateando fogo em seu corpo.
Clique e receba notícias do extra.sc em seu WhatsApp:
Entrar no grupoO crime, ocorrido em 2012 em Imbituba, foi motivado por uma suspeita infundada de traição logo após o agressor retornar de um período de detenção.
A tentativa de feminicídio aconteceu na presença dos filhos do casal, na época com três e quatro anos, e a vítima sofreu queimaduras de segundo grau em 25% do corpo.
O julgamento foi marcado pela complexidade da investigação, já que a esposa tentou repetidamente acobertar o marido.
Inicialmente, ela alegou que o fogão havia explodido e, depois, afirmou ter tentado tirar a própria vida. No entanto, perícias técnicas da Polícia Civil comprovaram que o eletrodoméstico estava intacto.
Além disso, relatos de vizinhos sobre o histórico de violência e uma fala espontânea de uma das crianças, que disse aos policiais que o "papai havia queimado a mamãe", foram cruciais para a convicção dos jurados.
O Ministério Público sustentou que o silêncio e as contradições da mulher eram reflexos do ciclo de violência doméstica e da pressão psicológica sofrida.
Os jurados acolheram a tese de homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de fogo e feminicídio. A vítima só sobreviveu ao ataque devido à agilidade do socorro prestado pelo Corpo de Bombeiros, que a encaminhou para uma unidade hospitalar especializada.




