Comitê Olímpico Internacional cria teste que barra mulheres trans em competições femininas
Medida passa a valer para os Jogos de Los Angeles em 2028.

David McNew/Getty Images
Medida passa a valer para os Jogos de Los Angeles em 2028.

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O Comitê Olímpico Internacional anunciou uma mudança histórica em suas regras de elegibilidade.
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Entrar no grupoA partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, a participação na categoria feminina será restrita a "mulheres biológicas", critério que será determinado por um exame genético para detectar a presença ou ausência do gene SRY (responsável pelo desenvolvimento sexual masculino).
A decisão foi comunicada pela presidente do COI, Kirsty Coventry, que justificou a medida como uma forma de garantir a "proteção da categoria feminina" e assegurar competições justas e seguras.
Segundo Coventry, a política tem base científica e foi elaborada por um grupo de especialistas após consultas com atletas de todo o mundo.
O teste, que consiste na coleta simples de saliva ou sangue, será realizado apenas uma vez na vida de cada atleta. Caso o gene SRY seja detectado, a competidora ficará impossibilitada de disputar as categorias femininas, sendo redirecionada para categorias masculinas, mistas ou abertas.
A regra abre exceções apenas para casos raros de Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa e outros distúrbios de desenvolvimento sexual que não resultem em ganho de desempenho por testosterona.
A nova diretriz substitui todos os marcos anteriores sobre identidade de gênero e deverá ser adotada por todas as federações internacionais, comitês nacionais e associações continentais sob o guarda-chuva do COI.
A política não terá efeito retroativo e não se aplica ao esporte amador ou recreativo, focando exclusivamente na elite do esporte olímpico.



