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Comitê Olímpico Internacional cria teste que barra mulheres trans em competições femininas

Medida passa a valer para os Jogos de Los Angeles em 2028.

Atualizado há 21 minutos
Comitê Olímpico Internacional cria teste que barra mulheres trans em competições femininas

David McNew/Getty Images

Resumo da Notícia

O Comitê Olímpico Internacional anunciou uma mudança histórica em suas regras de elegibilidade.

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A partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028, a participação na categoria feminina será restrita a "mulheres biológicas", critério que será determinado por um exame genético para detectar a presença ou ausência do gene SRY (responsável pelo desenvolvimento sexual masculino).

A decisão foi comunicada pela presidente do COI, Kirsty Coventry, que justificou a medida como uma forma de garantir a "proteção da categoria feminina" e assegurar competições justas e seguras.

Segundo Coventry, a política tem base científica e foi elaborada por um grupo de especialistas após consultas com atletas de todo o mundo.

O teste, que consiste na coleta simples de saliva ou sangue, será realizado apenas uma vez na vida de cada atleta. Caso o gene SRY seja detectado, a competidora ficará impossibilitada de disputar as categorias femininas, sendo redirecionada para categorias masculinas, mistas ou abertas.

A regra abre exceções apenas para casos raros de Síndrome de Insensibilidade Androgênica Completa e outros distúrbios de desenvolvimento sexual que não resultem em ganho de desempenho por testosterona.

A nova diretriz substitui todos os marcos anteriores sobre identidade de gênero e deverá ser adotada por todas as federações internacionais, comitês nacionais e associações continentais sob o guarda-chuva do COI.

A política não terá efeito retroativo e não se aplica ao esporte amador ou recreativo, focando exclusivamente na elite do esporte olímpico.