Senado barra Jorge Messias e rejeita indicação ao STF em derrota histórica de Lula
Plenário derrubou nome do advogado-geral da União por 42 votos a 34; é a primeira rejeição a um indicado ao Supremo em 132 anos.

REUTERS/Jorge Silva
Plenário derrubou nome do advogado-geral da União por 42 votos a 34; é a primeira rejeição a um indicado ao Supremo em 132 anos.

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O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, em uma derrota histórica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O placar foi de 42 votos contrários e 34 favoráveis — eram necessários ao menos 41 apoios para a aprovação.
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Entrar no grupoA votação no plenário ocorreu depois da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça, onde o nome do atual advogado-geral da União havia sido aprovado por 16 votos a 11. Mesmo com o aval da comissão, a decisão final ficou para o plenário, que acabou barrando a indicação.
Com a rejeição, a indicação é arquivada e o presidente Lula terá que escolher um novo nome para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte em outubro de 2025.
A derrota tem peso político porque o Senado não rejeitava um indicado ao STF desde 1894. Esta foi a primeira vez em 132 anos que um nome indicado ao Supremo foi barrado, algo que só havia ocorrido cinco vezes, todas ainda no governo de Floriano Peixoto (1839-1895).
✖️ Quem é Jorge Messias?
Natural de Pernambuco, Jorge Messias é o atual advogado-geral da União e integra o primeiro escalão do governo Lula desde o início do terceiro mandato, em 2023.
Formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, com mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília, é servidor público desde 2007 e acumulou passagens por cargos estratégicos no Executivo federal, como a Subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência, consultorias jurídicas em ministérios e atuação como procurador no Banco Central e no BNDES.
Em 2022, participou da equipe de transição de Lula e, no ano seguinte, assumiu o comando da Advocacia-Geral da União.



