A indústria alimentícia nos cerca de produtos que prometem sabores: “sabor churrasco”, “sabor queijo”, “sabor morango”. E, cada vez mais, ficamos distantes da comida de verdade.
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Entrar no grupoAlém disso, esses produtos são, em sua maioria, os chamados ultraprocessados: formulações industriais que passam por diversas etapas, com pouco ou nenhum alimento in natura. Contêm aditivos, corantes, aromatizantes e conservantes para garantir sabor, textura e durabilidade.
Sem radicalismo, não se trata de jamais consumir, mas de entender que, quanto maior e mais artificial a lista de ingredientes, mais distantes estamos daquilo que conhecemos como comida.
O simples hábito de verificar a tabela nutricional e a lista de ingredientes já é um passo importante no cuidado com o que se consome. E não há necessidade de ser especialista: basta saber, por exemplo, que os ingredientes aparecem em ordem decrescente de quantidade. Um alimento cuja lista começa com açúcar já tende a não ser uma opção saudável.
Felizmente, a legislação atual no Brasil nos auxilia, exigindo que constem nos rótulos informações sobre excessos que podem ser prejudiciais à saúde.
A praticidade dos dias corridos em que vivemos explica parte desse cenário, além, é claro, da falta de informação. Ainda assim, é possível simplificar sem abrir mão da qualidade.
Proteínas, bons carboidratos e gorduras de qualidade continuam sendo a base de uma alimentação equilibrada. Acessível, nutritiva e real. Pequenas trocas já fazem diferença:
🍽️ substituir bebidas industrializadas por água com limão, água saborizada com frutas ou sucos naturais;
🍽️ reduzir o consumo de embutidos e incluir proteínas de verdade, como carne, ovos e peixe ou, no caso dos veganos, opções vegetais como grão-de-bico, lentilha e ervilha;
🍽️ evitar temperos prontos e optar por ingredientes in natura, como ervas frescas, alho e cebola, além de temperos secos, como páprica e lemon pepper.
Menos produtos empacotados em embalagens atrativas.
Quando se escolhe usufruir do que a natureza oferece ou se entregar à alquimia da cozinha, dificilmente um produto industrializado proporciona o mesmo prazer ao se alimentar. O paladar muda, e o corpo reconhece o que faz bem.
Não se trata de perfeição. Trata-se de escolha e de responsabilidade. A indústria pode até tentar imitar sabores — e até faz isso muito bem —, mas não substitui o que é real. E, no fim das contas, a conta chega: no corpo, na saúde, na energia do dia a dia.
Comida de verdade não compete com “sabor de”. Ela vence no gosto, na nutrição e no impacto que deixa em quem decide, todos os dias, comer de forma consciente.
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