Crianças trocam brincadeiras de rua por telas e especialistas fazem alerta
Uso excessivo de celulares, tablets e videogames pode afetar criatividade, desenvolvimento e saúde física e mental, apontam especialistas.

Tomaz Silva/Agência Brasil
Uso excessivo de celulares, tablets e videogames pode afetar criatividade, desenvolvimento e saúde física e mental, apontam especialistas.

Tomaz Silva/Agência Brasil
Brincadeiras como pique-esconde, queimada, pega-pega e futebol de rua estão cada vez mais raras entre as crianças. Em seu lugar, celulares, tablets, videogames e redes sociais passaram a ocupar boa parte do tempo livre dos pequenos.
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Entrar no grupoA mudança no comportamento infantil acende um alerta entre especialistas sobre os impactos do uso excessivo das telas no desenvolvimento das crianças.
Um estudo da Universidade de São Paulo apontou que o contato constante com dispositivos digitais pode reduzir a criatividade e dificultar que crianças encontrem formas de brincar fora do ambiente virtual. Segundo os pesquisadores, muitas acabam se tornando dependentes de adultos para propor atividades quando estão longe das telas.
A Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam limites para o tempo de exposição às telas de acordo com cada faixa etária.
Entre os principais riscos apontados estão prejuízos ao desenvolvimento cognitivo, problemas emocionais, dificuldades de socialização, alterações no sono e aumento de doenças relacionadas à visão, audição e postura.
Especialistas também alertam que celulares e tablets não devem substituir momentos importantes da rotina, como refeições, brincadeiras ao ar livre e o convívio familiar.
📱 Equilíbrio é o desafio
Apesar dos alertas, especialistas defendem que a tecnologia não deve ser vista apenas como vilã. Quando utilizada de forma equilibrada e acompanhada pelos responsáveis, ela também pode contribuir para a aprendizagem, a socialização e o desenvolvimento de novas habilidades.
Ferramentas de controle parental, acompanhamento do conteúdo consumido e limites de horário são algumas das recomendações para que o uso das telas aconteça de forma mais saudável.
Para especialistas, o principal desafio das famílias é encontrar um equilíbrio entre o mundo digital e as experiências do mundo real, garantindo que as crianças continuem explorando, criando e brincando fora das telas.


