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🇧🇷 Brasil

Banco Digimais é alvo de operação da Polícia Federal por suspeita de fraude contábil

Instituição é ligada ao Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal.

Atualizado há 15 horas

Resumo da Notícia

O Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal e proprietário da TV Record, foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23).

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Segundo a PF, a investigação, baseada em relatórios do Banco Central, aponta que o banco teria manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para esconder a real situação financeira da instituição e aparentar uma condição melhor perante os órgãos de fiscalização.

A operação resultou no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de bens de até R$ 670 milhões.

Durante a investigação, a Polícia Federal concluiu que o Digimais teria adotado uma estratégia semelhante à atribuída ao Banco Master, utilizando operações financeiras para retirar ativos problemáticos do balanço e melhorar artificialmente seus indicadores.

Outro ponto investigado é a negociação para venda do banco ao BTG Pactual. De acordo com a PF, a operação dependeria de um aporte de aproximadamente R$ 7 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito para cobrir o déficit da instituição.

Na avaliação dos investigadores, isso faria com que o prejuízo fosse repassado ao sistema de proteção dos bancos, enquanto os administradores deixariam de assumir os impactos financeiros da própria gestão.

A investigação também aponta que ativos comprados por cerca de R$ 71 milhões passaram a ser registrados na contabilidade por mais de R$ 741 milhões. O Banco Central determinou a correção desses valores, mas a PF suspeita que uma operação com a empresa controladora do banco tenha sido usada para manter os números inflados.

Os investigados poderão responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como gestão fraudulenta, inserção de informações falsas em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito consideradas irregulares.

Em nota, o Banco Digimais afirmou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. Já a Igreja Universal informou que Edir Macedo não participa da gestão operacional, financeira ou contábil da instituição.