Implante com ou sem gengiva?

imagem gerada por IA

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Quando pensamos em reabilitação com implantes dentários, o foco costuma recair sobre a prótese e a estética visível. No entanto, o verdadeiro alicerce do sucesso a longo prazo está na qualidade da gengiva ao redor do implante.
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Entrar no grupoDiferentemente dos dentes naturais, os implantes não possuem o ligamento periodontal, tornando o tecido ao redor (peri-implantar) a principal barreira biológica contra bactérias.
Uma gengiva de qualidade vai muito além da cor rosada; ela exige espessura adequada (biótipo robusto) e uma faixa firme de mucosa queratinizada.
Essa estrutura funciona como uma “gola” protetora, que facilita a higienização diária e dificulta a penetração de microrganismos. Ignorar esse perfil gengival pode abrir espaço para desconfortos na escovação, acúmulo de placa e o desenvolvimento de inflamações crônicas.
A consequência mais grave dessa negligência é a peri-implantite, um processo inflamatório que provoca perda óssea progressiva e pode levar à perda do próprio implante, mesmo após anos.
Além disso, retrações gengivais podem expor as estruturas metálicas e comprometer a estética. Por isso, o acompanhamento clínico preventivo exige que o profissional observe essas características.
Enfim, cuidar da qualidade gengival não é um mero capricho estético, mas uma necessidade de proteção biológica.
A saúde e a estabilidade do seu implante dependem diretamente da qualidade e da proteção que essa gengiva é capaz de oferecer ao longo dos anos.



