Reconhecer mudanças persistentes de comportamento e saber como agir diante de alguém em sofrimento podem fazer diferença na prevenção ao suicídio.
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Entrar no grupoDurante o Setembro Amarelo, o tema ganha maior visibilidade, mas especialistas reforçam que o cuidado precisa acontecer durante todo o ano.
O suicídio é um fenômeno complexo e pode estar relacionado a diferentes fatores emocionais, sociais, econômicos, familiares, culturais e de saúde. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia.
Para a neuropsicóloga Luanda Rosa, falar sobre o assunto de maneira responsável não estimula o suicídio. Ao contrário, pode facilitar a procura por ajuda.
Também não existe um sinal isolado capaz de prever uma crise. O que exige atenção é a combinação de mudanças persistentes, sofrimento intenso, isolamento, desesperança e perda de funcionamento na vida cotidiana.
Luanda Rosa, neuropsicóloga
Sinais que merecem atenção
Uma mudança pontual de humor não significa que uma pessoa esteja em risco. A atenção deve aumentar quando diferentes comportamentos aparecem juntos, persistem ou representam uma mudança significativa em relação ao habitual. Entre eles estão:
💛 Falas sobre desesperança, morte ou sensação de ser um peso;
Isolamento;
💛 Afastamento de amigos e familiares;
💛 Alterações marcantes de humor;
💛 Perda de interesse por atividades;
💛 Mudanças persistentes no sono ou apetite;
💛 Aumento do consumo de álcool e outras drogas;
💛 Queda no autocuidado ou desempenho e comportamentos de despedida.
Nessas situações, perguntar diretamente sobre o que a pessoa está sentindo pode ajudar.
Perguntas diretas, feitas com respeito, não colocam a ideia na cabeça de ninguém. Elas podem reduzir a solidão e facilitar o pedido de ajuda.
Luanda Rosa, neuropsicóloga
Como ajudar
O primeiro passo é oferecer espaço para a pessoa falar sem julgamentos ou frases que minimizem o sofrimento. Quando necessário, deve-se incentivar a procura por psicólogo, psiquiatra, médico, postos de saúde ou Caps e, se possível, acompanhá-la.
Diante de risco imediato, a pessoa não deve permanecer sozinha. A orientação é procurar atendimento de urgência, pronto-socorro ou hospital ou acionar o Samu pelo telefone 192.
O Centro de Valorização da Vida também oferece apoio emocional gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188.










