Irregularidades em licitações do transporte escolar de Jaguaruna resultaram na condenação do ex-prefeito Edenilson Montini da Costa por improbidade administrativa. A Justiça concluiu que houve atuação para beneficiar duas empresas pertencentes aos irmãos dele.
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Entrar no grupoTambém foram condenados Edivaldo Pedro da Costa, irmão do ex-prefeito, e o ex-pregoeiro Remi Firmino Guedes. Os três tiveram os direitos políticos suspensos por 12 anos, deverão ressarcir os cofres públicos e pagar multa equivalente ao prejuízo causado.
O valor ainda será calculado pela Justiça. O Ministério Público havia pedido um ressarcimento de R$ 7.174.058,57.
As condenações envolvem duas licitações realizadas em 2019 e 2020. Segundo a sentença, as empresas Expresso Nova Era e Expresso Coletivo São João, pertencentes aos irmãos do então prefeito, atuavam de forma coordenada para assegurar os contratos.
No primeiro processo, a Justiça apontou combinação de propostas, divisão de lotes e intimidação de um concorrente. Após a desistência de uma empresa vencedora, uma nova licitação foi aberta para os itinerários restantes e contou apenas com as duas empresas dos irmãos.
Nesse segundo processo, o preço oferecido foi de R$ 8,66 por quilômetro, praticamente o dobro dos R$ 4,34 registrados anteriormente. A Justiça reconheceu fraude na licitação.
O ex-secretário de Administração Márcio Cabral Schmitz Júnior foi absolvido por falta de provas de participação direta.
O processo é um desdobramento da "Operação Sargento Vitto", deflagrada pelo Gaeco em 2020. Na época, Edenilson chegou a ser afastado da prefeitura durante o último mês do mandato.









