Braço do Norte comemora nesta quinta-feira (22) seus 71 anos de emancipação político-administrativa. Localizado entre a serra e o litoral, o município consolidou-se como um importante polo econômico regional, com destaque para a indústria, o comércio, a agropecuária e o cooperativismo.

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A trajetória da cidade começou muito antes de sua emancipação. Os primeiros povoadores chegaram à região em 1862, estabelecendo-se às margens do Rio Braço do Norte. A partir da década seguinte, a chegada de famílias de imigrantes alemães, acompanhadas pelo Padre Guilherme Roer, contribuiu para o desenvolvimento da agricultura e a formação das comunidades que deram origem ao município.

Ao longo dos anos, a localidade recebeu diferentes denominações, como Quadro do Norte e Collaçópolis, até adotar definitivamente o nome Braço do Norte, em 1928.


🏛️ Uma emancipação marcada por desafios

igreja_braço_do_nortereproduçãoA conquista da autonomia municipal foi resultado de décadas de mobilização. Em 1943, lideranças locais já defendiam a criação de um município que reunisse comunidades do Vale do Braço do Norte, buscando maior independência administrativa e investimentos em infraestrutura.

A primeira emancipação ocorreu em 31 de dezembro de 1953. Entretanto, uma disputa judicial resultou na declaração de inconstitucionalidade da criação do município, em junho de 1955, fazendo com que a localidade voltasse a integrar Tubarão.

A população retomou a mobilização e, em 22 de outubro de 1955, conquistou novamente a emancipação, desta vez de forma definitiva. Daniel Brünning assumiu como prefeito provisório, enquanto Fredolino Augusto Kuerten foi eleito posteriormente, tomando posse em agosto de 1956.


📈 Economia diversificada e tradição no campo

gado_jersey_braço_do_nortereproduçãoSete décadas depois, Braço do Norte destaca-se pela diversidade de sua economia. A suinocultura, a produção leiteira, a agricultura familiar e a agroindústria mantêm forte presença no município, impulsionadas pelo trabalho de produtores rurais, cooperativas e empresas.

O setor industrial também ocupa posição importante, especialmente na fabricação de molduras, atividade que tornou a cidade uma referência regional. O comércio e os serviços complementam essa estrutura produtiva, contribuindo para a geração de empregos e renda.

Outro símbolo da identidade local é a criação de bovinos da raça Jersey, tradição que rendeu ao município o título de Capital Nacional do Gado Jersey.

O desenvolvimento econômico trouxe novas demandas por infraestrutura, mobilidade urbana, saúde, educação e preservação ambiental. São desafios que acompanham o crescimento da cidade e fazem parte do planejamento para as próximas décadas.

Aos 71 anos de emancipação, Braço do Norte celebra uma história construída por diferentes gerações, marcada pela capacidade de superar dificuldades, pelo empreendedorismo e pela força de sua comunidade.

braço_do_nortereprodução/bracodonorte.com.br