Os números consolidados de 2022 apontam pelo menos 281.472 pessoas vivendo nas ruas pelo país, o que representa uma alta de 38% em relação a 2019, período pré-pandemia.
O salto foi de 211% em uma década – em 2012, eram 90.480 pessoas sem um teto no Brasil. “A partir de 2015, houve crescimento da população em situação de rua motivado pelo fator econômico, com aumento do desemprego, da informalidade, queda da renda e da alta da pobreza”, analisa Marco Natalino, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ele aponta o agravamento da situação com a crise sanitária de Covid-19.
Com a dificuldade de consolidação de dados por parte do poder público, os números reais, no entanto, podem ser ainda maiores.
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