O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, permanecerá no comando da instituição após uma sequência de decisões conflitantes dentro do Supremo Tribunal Federal.

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Nesta quarta-feira (9), o presidente da Corte, Edson Fachin, suspendeu o afastamento determinado por André Mendonça.

Na prática, Rodrigues e o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa, continuam nos cargos.

Ao intervir no caso, o presidente do STF afirmou que decisões individuais sucessivas sobre os mesmos fatos estavam provocando conflitos e sobreposições dentro do próprio tribunal. Segundo ele, cabe à presidência da Corte analisar a suspensão de decisões dessa natureza.

A disputa ganhou força na terça-feira (8), quando Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e Leandro. O ministro apontou a existência de relatórios da inteligência da PF que teriam monitorado por mais de 30 dias sua atuação e a de outras autoridades.

O presidente do STF determinou ainda que investigações envolvendo ministros da Corte dependam de análise prévia da presidência e convocou uma sessão extraordinária para 15 de setembro.

A crise está ligada às investigações sobre o Banco Master. André Mendonça havia divulgado mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro que, segundo a PF, teriam sido enviadas a Alexandre de Moraes e tratavam, entre outros assuntos, do andamento das investigações.

Fachin também retirou de Alexandre de Moraes a condução dos inquéritos das fake news. Os atos já praticados pelo ministro foram mantidos, assim como as ações penais em que a denúncia já foi recebida.