Morreu no Rio de Janeiro, neste sábado (10), o autor Manoel Carlos, aos 92 anos. Conhecido carinhosamente como Maneco, o escritor estava internado no Hospital Copa Star, onde tratava complicações decorrentes da Doença de Parkinson. A notícia foi confirmada por sua filha, Júlia.
Com uma carreira que atravessou décadas, o autor se tornou uma das figuras mais influentes da TV Globo, onde estreou em 1972 como diretor-geral do “Fantástico”. Sua marca registrada era o realismo cotidiano, quase sempre ambientado no bairro do Leblon, e a criação das “Helenas” — protagonistas fortes e complexas que deram rosto a tramas inesquecíveis como “Mulheres apaixonadas” e “Páginas da vida”.
A trajetória de Manoel Carlos começou nos palcos e na TV Tupi, ainda nos anos 50, passando por diversas emissoras antes de consolidar seu estilo autoral. Além dos folhetins de sucesso, ele foi responsável por obras aclamadas como a minissérie “Presença de Anita” e o seriado “Malu Mulher”. Aposentado desde 2014, após a novela “Em família”, o autor vivia de forma reclusa com a família.
Manoel Carlos deixa a esposa Elisabety, com quem era casado há mais de 40 anos, e duas filhas.






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