Com a chegada das férias e o aumento da frequência em praias, rios e piscinas, médicos reforçam a necessidade de prudência ao entrar na água. O mergulho em locais rasos ou desconhecidos é uma das principais causas de traumas graves na coluna cervical, resultando em sequelas permanentes que mudam drasticamente a vida das vítimas.
O perfil mais comum dos acidentados envolve adolescentes e jovens que saltam de cabeça sem verificar a profundidade. O médico ortopedista Martins Back Netto destaca que o impacto pode causar desde traumas musculares até danos neurológicos severos. “O mais importante é a conscientização, informando sempre quanto às possíveis lesões, como o risco de um trauma que curse para um déficit neurológico, tetraplegia ou a paraplegia, que é a perda total dos movimentos abaixo do pescoço, normalmente sem reversão”, lembra o especialista.
Netto orienta que a diversão não deve ignorar a segurança. Medidas simples são fundamentais para evitar tragédias:
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Verifique a profundidade: Nunca salte sem antes conferir o fundo do local;
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Pés primeiro: Em águas desconhecidas ou turvas, entre sempre caminhando;
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Álcool e água: Jamais misture bebidas alcoólicas com mergulhos, pois os reflexos ficam comprometidos;
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Sem empurrões: Evite brincadeiras de empurrar amigos para dentro da água.
Ao presenciar um acidente, o cuidado no socorro é vital. Mover a vítima de forma incorreta pode agravar uma lesão na coluna que, inicialmente, poderia ser tratada.
A recomendação é retirar a pessoa da água apenas para evitar o afogamento e mantê-la imóvel até a chegada de socorro médico especializado (como Samu ou Bombeiros). Tentar fazer com que o acidentado mexa a cabeça ou se levante pode tornar uma lesão parcial em algo definitivo. O tratamento para esses traumas varia de colares cervicais a cirurgias complexas, dependendo da gravidade do impacto.








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