A saída do ator Henri Castelli do programa “Big Brother Brasil”, após apresentar crises epilépticas durante uma prova de resistência, levantou discussões sobre como agir ao presenciar uma convulsão. Dependendo da região do cérebro afetada, os sinais podem variar desde um olhar fixo e confusão mental até a perda de consciência com movimentos involuntários intensos.
Para orientar a população, especialistas e entidades de saúde recomendam o protocolo CALMA, um guia prático para garantir a segurança do paciente:
-
C – Conservar a calma: O nervosismo de quem ajuda pode atrapalhar o atendimento.
-
A – Afastar objetos: Retire de perto móveis ou itens cortantes que possam machucar a pessoa.
-
L – Lateralizar a cabeça: Coloque a pessoa de lado para evitar engasgos com saliva ou vômito.
-
M – Marcar o tempo: Cronometre a duração da crise.
-
A – Acionar ajuda: Chame o Samu se a crise durar mais de dois minutos ou se for a primeira vez.
É fundamental não segurar os movimentos do paciente e nunca colocar as mãos ou objetos dentro da boca da pessoa, pois isso pode causar lesões graves em ambos. Também não se deve oferecer água ou medicamentos enquanto a pessoa não estiver totalmente consciente, o que costuma levar de 10 a 15 minutos após o término dos movimentos.
As crises podem ser desencadeadas por diversos gatilhos, como privação de sono, estresse intenso, estímulos luminosos, desidratação e jejum prolongado. Caso a pessoa já tenha o diagnóstico de epilepsia, nem sempre o acionamento médico é urgente, mas familiares são orientados a filmar o episódio para auxiliar o médico no ajuste do tratamento clínico.






 16.32.06_6c2b29e2.jpg)

.png)









