Após 26 anos de negociações, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi oficialmente assinado, em Assunção, no Paraguai. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, integrando um mercado de aproximadamente 720 milhões de pessoas e um PIB combinado de trilhões de dólares.
Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria, o impacto imediato para o Brasil será expressivo: 54,3% dos produtos nacionais — o equivalente a mais de 5 mil itens — terão tarifa zero para entrar na Europa assim que as novas regras forem validadas. Atualmente, o Brasil acessa apenas 8% do mercado mundial de importações; com o tratado, esse alcance deve saltar para 36%.
O texto estabelece prazos diferenciados para a redução de impostos, garantindo uma transição mais longa para o bloco sul-americano:
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Exportação: De imediato, 82,7% das vendas brasileiras para a Europa ficarão livres de tarifas.
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Importação: O Brasil terá entre 10 e 15 anos para reduzir gradualmente os impostos sobre produtos europeus, permitindo a adaptação da indústria local.
A abertura comercial deve refletir diretamente na geração de empregos e na movimentação financeira no país. Estima-se que, para cada R$ 1,5 bilhão exportado para a UE (em valores atualizados), milhares de postos de trabalho sejam criados.
No setor agrícola, foram definidas cotas para produtos sensíveis, como carne bovina, arroz e açúcar. Já na indústria, os setores de máquinas, equipamentos, automóveis e produtos químicos serão os principais beneficiados pela eliminação de barreiras técnicas e tarifárias.






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